“Dog Dog” entrou em confronto com policiais nesta sexta-feira (21), em Mandaguari. Ele era apontado como principal investigado no caso das duas primas desaparecidas no Paraná.
‘Dog Dog’ é localizado e entra em confronto com policiais em Mandaguari; relembre toda a investigação sobre o desaparecimento das primas
Um dos casos policiais que mais chamou atenção no Paraná nos últimos meses teve um novo e importante desdobramento na manhã desta sexta-feira, 21 de agosto.
Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos de “Dog Dog”, “Sagaz” e “Cleitinho”, foi localizado em Mandaguari após aproximadamente quatro meses sendo procurado pelas forças de segurança.
Clayton é apontado pela Polícia Civil do Paraná como principal investigado no desaparecimento de duas primas que saíram de Cianorte, no Noroeste do Estado, em abril deste ano e nunca mais foram encontradas.
Durante a ação realizada nesta sexta-feira, houve confronto com policiais. As circunstâncias exatas da ocorrência, incluindo a dinâmica da abordagem e a composição completa das equipes participantes, ainda dependem de confirmação oficial das forças de segurança.
O episódio encerra a longa procura pelo principal investigado, mas não responde à principal pergunta do caso: o que aconteceu com as duas jovens?
O início do caso: 20 de abril
O desaparecimento ocorreu após as jovens saírem de Cianorte na noite de 20 de abril de 2026.
Segundo os elementos reunidos pela Polícia Civil ao longo da investigação, elas estavam na companhia de Clayton e teriam seguido para uma festa.
Inicialmente, familiares acreditavam que o destino seria Maringá. Posteriormente, porém, a investigação conseguiu identificar imagens das duas em uma casa noturna de Paranavaí.
Clayton também aparece junto delas.
A presença dos três no estabelecimento tornou-se uma das principais peças para reconstruir os últimos passos das jovens antes do desaparecimento.
Madrugada de 21 de abril: os últimos registros
Durante a madrugada de 21 de abril, câmeras de segurança registraram Clayton e as duas primas no estabelecimento de Paranavaí.
Uma das jovens também chegou a fazer uma publicação nas redes sociais naquela madrugada, na qual aparecia ao lado do investigado.
Depois disso, não houve mais contato confirmado das duas com familiares.
A investigação passou então a analisar imagens de câmeras, movimentações telefônicas, depoimentos, veículos utilizados e outros dados para tentar descobrir o trajeto feito após a saída da casa noturna.
Publicações anteriores sobre o caso apontam que Clayton foi a última pessoa conhecida a estar na companhia das jovens.
Clayton teria retornado sozinho
Nos dias seguintes ao desaparecimento, investigadores descobriram que Clayton teria retornado sozinho à região de Cianorte.
Informações reunidas pela polícia indicaram que ele teria buscado uma motocicleta e deixado a cidade.
Uma caminhonete utilizada anteriormente no deslocamento também entrou na investigação. Conforme informações policiais divulgadas durante o caso, o veículo apresentava irregularidades e acabou sendo abandonado.
A partir daquele momento, o paradeiro de Clayton também se tornou desconhecido.
Uma publicação realizada ainda em 29 de abril já informava que ele havia sido visto retornando a Cianorte depois do desaparecimento e posteriormente teria seguido em direção à região de Maringá.
Prisão é decretada
Em 29 de abril, a Justiça decretou a prisão de Clayton.
Ele passou então a ser procurado oficialmente pelas forças de segurança.
Além do mandado relacionado à investigação das jovens, Clayton também possuía outras pendências judiciais.
Documentos do Tribunal de Justiça do Paraná mostram que, poucos dias antes do desaparecimento, ele havia sido intimado para comparecer a uma audiência de justificativa na Vara de Execução Penal de Mandaguari, marcada para 23 de abril.
Investigação passa a considerar possível duplo homicídio
Com o avanço das diligências e a ausência de qualquer contato das jovens, a Polícia Civil passou a trabalhar com a possibilidade de que ambas tenham sido vítimas de homicídio.
Essa passou a ser a principal linha investigativa, embora o desaparecimento permanecesse oficialmente sem solução.
Em junho, o delegado responsável pelo caso, Luis Fernando Alves Silva, confirmou que o trabalho policial seguia em duas frentes: encontrar as jovens e localizar Clayton.
Até hoje, entretanto, as duas continuam desaparecidas.
Suspeito utilizava outro nome
Outra descoberta importante feita durante a investigação foi que Clayton não utilizava necessariamente seu verdadeiro nome em todos os contatos.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele teria se apresentado como “Davi” em determinados momentos.
Ele também era conhecido pelos apelidos “Dog Dog”, “Sagaz” e “Cleitinho”.
A identificação verdadeira do investigado permitiu aos policiais levantar seu histórico e ampliar as buscas.
Histórico criminal também entrou no radar
Durante a investigação do desaparecimento, detalhes do passado de Clayton voltaram a ser levantados.
Ele já havia acumulado registros policiais e condenações anteriores, incluindo ocorrências relacionadas a tráfico de drogas, associação para o tráfico e armas.
Em 2008, Clayton foi preso durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas em Mandaguari.
Informações divulgadas posteriormente também apontaram uma condenação por roubo praticado na região de Apucarana.
Maio: mulher é presa suspeita de ajudar na fuga
A investigação ganhou um novo capítulo em maio.
No dia 15 daquele mês, uma mulher de 23 anos, ex-companheira de Clayton, foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, havia indícios de que ela pudesse estar prestando apoio financeiro e logístico ao foragido.
Mandados de busca também foram cumpridos em três endereços relacionados à investigada e um aparelho celular foi apreendido para perícia.
A polícia tentava descobrir se as informações encontradas poderiam ajudar a localizar Clayton ou trazer alguma pista sobre o paradeiro das jovens.
Buscas são ampliadas para áreas rurais
Com o passar das semanas, as diligências foram intensificadas.
Equipes realizaram buscas em áreas rurais de Paraíso do Norte, utilizando inclusive tecnologia especializada para tentar localizar vestígios.
Entre os recursos utilizados estavam drones e equipamento de Radar de Penetração no Solo, conhecido como GPR, capaz de identificar alterações subterrâneas que possam indicar pontos de interesse para investigação pericial.
As operações tiveram participação, em diferentes momentos, da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica.
18 de junho: polícia volta a Mandaguari
Mandaguari passou a ter papel importante na investigação.
No dia 18 de junho, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca em uma residência da cidade após receber denúncias de que o imóvel poderia ter ligação com Clayton.
A operação contou com apoio da Polícia Penal do Paraná.
Durante as verificações, os investigadores descobriram que a conta de energia elétrica do imóvel estava vinculada ao nome do investigado.
Nenhum material ilícito foi encontrado naquela ocasião, mas a ligação do endereço com Clayton passou a integrar as apurações.
Polícia tenta ampliar procura para fora do Brasil
Sem conseguir localizar Clayton, a Polícia Civil solicitou à Justiça sua inclusão na lista de procurados da Interpol.
A intenção era ampliar oficialmente a procura para outros países diante da possibilidade de o investigado ter deixado o Brasil.
No final de junho, a PCPR confirmou que o pedido estava em tramitação no Poder Judiciário.
Agosto: mais de 100 dias sem as jovens
No começo deste mês, o desaparecimento ultrapassou a marca de cem dias.
Em 9 de agosto, a Polícia Civil confirmou que o caso continuava sob investigação e que ainda não havia novidades sobre o paradeiro das jovens.
Naquele momento, Clayton também continuava foragido.
21 de agosto: Clayton é localizado em Mandaguari
A busca pelo principal investigado teve uma reviravolta nesta sexta-feira.
Clayton foi localizado em Mandaguari, município onde nasceu e onde já havia sido alvo de diligências relacionadas ao caso.
Durante a ação policial houve confronto.
As informações oficiais sobre toda a dinâmica da ocorrência desta manhã ainda estão sendo consolidadas. Por isso, o Portal Lucas Gabriel Notícias não atribui neste momento a participação a unidades específicas que ainda não tenham sido oficialmente confirmadas.
O que já se sabe é que a localização ocorre depois de uma investigação que atravessou aproximadamente quatro meses, envolveu cidades do Paraná, diligências em São Paulo, buscas rurais, análise de dados, cumprimento de mandados e tentativa de ampliar a procura internacionalmente.
Caso ainda não terminou
Apesar da localização de “Dog Dog”, a investigação sobre o desaparecimento permanece aberta.
As duas primas continuam sem ser encontradas.
A partir de agora, investigadores deverão analisar os novos elementos obtidos na operação desta sexta-feira e verificar se eles podem ajudar a esclarecer definitivamente o que aconteceu depois da madrugada de 21 de abril.
A Polícia Civil também deverá divulgar detalhes sobre a ação registrada em Mandaguari e sobre os próximos passos da investigação.
O Portal Lucas Gabriel Notícias acompanha o caso e atualizará esta reportagem assim que novas informações oficiais forem divulgadas.
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