Advogado investigado pela morte de médica recebe alta, é levado para minipresídio e tem registro suspenso pela OAB
O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, investigado pela morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, recebeu alta médica nesta quinta-feira (10) e, sob escolta policial, foi encaminhado para o minipresídio anexo à 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP) de Maringá, onde permanecerá preso à disposição da Justiça.
João Vitor estava hospitalizado desde o dia 5 de setembro, quando foi localizado apresentando diversos ferimentos. Desde então, permanecia internado sob acompanhamento e escolta policial.
Com a alta hospitalar, ele foi conduzido inicialmente pela Polícia Civil e posteriormente encaminhado para o setor de carceragem. Durante a movimentação para a transferência ao minipresídio, o investigado manteve o rosto coberto.
OAB se manifesta e determina suspensão cautelar
Também nesta quinta-feira, a OAB Maringá divulgou uma nota oficial sobre o caso envolvendo o advogado.
Segundo a entidade, assim que tomou conhecimento dos fatos, a Presidência da Subseção encaminhou o caso à OAB Paraná, solicitando a adoção das providências previstas no Estatuto da Advocacia.
Diante da gravidade dos fatos, a OAB Paraná determinou a suspensão cautelar do registro profissional de João Vitor pelo período de 90 dias. A medida poderá ser prorrogada, e o caso será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina.
Na nota, a OAB ressalta que a suspensão possui caráter cautelar e não representa julgamento definitivo de culpa, sendo assegurados o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.
A OAB Maringá também reafirmou seu compromisso institucional com o enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher.
RELEMBRE O CASO
A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, na Avenida Itororó, na Zona 2, em Maringá, no dia 5 de setembro.
Segundo informações da polícia, Gassi apresentava ferimentos provocados por golpes de faca. Equipes de socorro foram acionadas, mas a médica não resistiu e teve o óbito constatado ainda no local.
No apartamento também estava o filho da médica, um bebê de oito meses, que não apresentava ferimentos e posteriormente foi entregue aos cuidados de familiares.
O ex-companheiro da vítima, João Vitor, passou a ser investigado no caso. Horas depois, ele foi localizado em outra cidade da região apresentando diversos ferimentos e precisou ser hospitalizado.
Segundo as informações repassadas durante a investigação, ele confessou o crime em seu primeiro interrogatório. Apesar da confissão, as circunstâncias do caso e os demais elementos reunidos seguem submetidos à investigação e à Justiça.
O caso é tratado pelas autoridades como feminicídio. A Polícia Civil segue com os procedimentos relacionados à investigação, enquanto João Vitor permanece preso à disposição da Justiça.
Comentários
Postar um comentário