Frear só no radar” pode deixar de funcionar: novo sistema começa a ser testado em rodovias do Paraná


“Frear só no radar” pode deixar de funcionar: novo sistema começa a ser testado em rodovias do Paraná

Uma nova tecnologia de fiscalização de velocidade começou a entrar em fase de testes em rodovias brasileiras e pode mudar a forma como os motoristas precisam se comportar ao longo das estradas. O Paraná está entre os oito estados contemplados pelos projetos-piloto autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O chamado radar de velocidade média não verifica apenas a velocidade do veículo no exato momento em que ele passa pelo equipamento. O sistema acompanha o tempo utilizado pelo motorista para percorrer determinado trecho da rodovia.

Como funciona?

O monitoramento utiliza dois pontos distintos. O primeiro equipamento registra a passagem do veículo e o segundo identifica quando ele chega ao final do trecho monitorado.

Com a distância conhecida e o tempo gasto no percurso, o sistema consegue calcular a velocidade média desenvolvida pelo veículo.

Na prática, a tecnologia pode dificultar uma prática comum nas rodovias: o motorista reduzir a velocidade somente ao se aproximar do radar e voltar a acelerar logo depois.

Paraná terá testes em diferentes rodovias

Entre os locais autorizados para os testes no Paraná estão segmentos das PR-444, PR-862, BR-277, PR-151, BR-163 e BR-376, além de outros trechos previstos nos projetos experimentais.

Na PR-444, por exemplo, um dos testes está previsto entre os quilômetros 17 e 24, abrangendo aproximadamente sete quilômetros. Já na PR-862, o trecho previsto fica entre os quilômetros 2 e 10.

Também há previsão de monitoramento na BR-277, entre os quilômetros 33 e 41, e na PR-151, entre os quilômetros 306 e 315.

Além do Paraná, os testes abrangem rodovias concedidas no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Motoristas serão multados?

Nesta fase experimental, não.

Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, não poderão ser aplicadas multas ou outras penalidades fundamentadas exclusivamente na velocidade média registrada pelos equipamentos durante os testes.

A fase experimental terá duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. O objetivo é analisar a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, a operação do sistema e também o comportamento dos usuários das rodovias.

Os radares convencionais continuam funcionando normalmente e os motoristas permanecem sujeitos às demais regras de fiscalização de trânsito.

Os trechos submetidos ao monitoramento experimental também deverão contar com sinalização informando os usuários sobre os testes.

A partir dos resultados obtidos, a ANTT poderá avaliar a viabilidade da tecnologia e uma eventual utilização futura do sistema como ferramenta de fiscalização de velocidade.

Créditos das informações: GMC Online.

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