“Mataram todos os sonhos”: mãe de Eduarda Shigematsu relembra planos da filha durante júri em Maringá
Mais de sete anos após a morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos, a mãe da menina, Jéssica Pires, voltou a falar sobre a saudade da filha e os sonhos que foram interrompidos. O relato ocorreu nesta quarta-feira (16), durante o julgamento do pai e da avó paterna de Eduarda, realizado no Tribunal do Júri de Maringá.
Em entrevista à RPC, Jéssica relembrou que a filha tinha muitos planos para o futuro e demonstrava uma enorme vontade de viver. Entre os desejos da menina estavam viajar, conhecer novos lugares e aproveitar diferentes experiências ao longo da vida.
“Ela queria viver muito”, afirmou a mãe ao recordar a filha e tudo aquilo que Eduarda ainda pretendia realizar.
Caso aconteceu em 2019
Eduarda tinha 11 anos quando morreu, em abril de 2019, em Rolândia, no Norte do Paraná. Após o desaparecimento da criança, o corpo foi localizado ocultado em um imóvel pertencente à família.
O pai da menina, Ricardo Seidi Shigematsu, e a avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, são réus no processo e estão sendo julgados em Maringá por acusações relacionadas ao caso.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), Ricardo responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Terezinha responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Mãe chegou a participar das buscas
Um dos momentos mais difíceis relembrados por Jéssica foi o período em que Eduarda ainda era considerada desaparecida.
A mãe chegou a participar das buscas pela menina ao lado de Ricardo. Conforme seu relato, somente depois que o corpo foi localizado ela soube que o pai da criança era apontado como suspeito pelas autoridades.
Anos depois, a mãe ainda busca respostas para entender o que aconteceu com a filha. Para ela, a perda significou também a interrupção de todos os planos e sonhos que Eduarda carregava.
Acusação apresenta sua versão sobre o crime
De acordo com a investigação da Polícia Civil e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Eduarda teria sido morta por esganadura e, posteriormente, seu corpo teria sido ocultado.
A acusação também sustenta que teriam ocorrido ações destinadas a dificultar as investigações sobre o desaparecimento e a morte da menina.
Em relação à avó paterna, o Ministério Público aponta que Terezinha possuía a guarda judicial de Eduarda e teria contribuído para colocar a criança em situação de risco ao permitir que permanecesse sob os cuidados do pai.
As acusações e as responsabilidades atribuídas aos réus estão sendo analisadas pelo Tribunal do Júri.
Defesas contestam acusações
A defesa de Ricardo contesta a acusação de homicídio. A versão apresentada pela defesa é de que ele teria encontrado Eduarda já sem vida. Ricardo admite a ocultação do corpo, mas nega ter provocado a morte da filha.
A defesa de Terezinha também contesta as acusações e sustenta que ela não participou dos crimes atribuídos pelo Ministério Público.
O julgamento ocorre no Tribunal do Júri de Maringá e deverá analisar as provas, depoimentos e argumentos apresentados pela acusação e pelas defesas antes da decisão dos jurados.
Créditos: GMC Online.
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